O Sol, a Lua e a Verdade!

A vida não é tão cartesiana quanto imaginamos. Pensar como Descartes (1596-1650) é enxergar a vida deitado. Dessa forma, se deitarmos em decúbito dorsal ou supina (pessoa que deita com a barriga voltada para cima) veremos apenas o teto quando num quarto. Se deitarmos na rua, num jardim ou no bosque até poderemos ver as estrelas. Isso se não estiver chovendo, nublado ou debaixo de uma árvore, ponte ou marquises de imóveis comerciais. Mas de bruços, se tiveres um travesseiro, você poderá até morder a fronha…. Penso, logo existo…

Se levarmos em conta 1889 com o advento da República e das Juntas Comerciais, o capitalismo existe no Brasil há pelo menos quase 130 anos. Uma data comemorativa que poderá acontecer em 2019. Trata-se da passagem, sem muitos traumas, do feudalismo para o capitalismo, o nosso iluminismo tardio – considerado um sistema revolucionário e excludente, com uma sociedade cuja minoria é concentradora de riquezas. Ou da monarquia para a república – como gostam os historiadores. A mudança de sistema nasce com todo o resto das civilizações passadas, pois o capitalismo, assim como o feudalismo monárquico ou o socialismo (ver China com toques capitalistas) não é a negação total dos sistemas civilizatórios antecessores. Restos feudais, como as velhas oligarquias existem, assim como a pré-história que faz parte de nossa rotina. O pré-sal de bosta de dinossauros é, talvez, o maior dos exemplos.

Não, não existe “comunismo” ou um pais de regime “comunista”, como insistem jornalistas. Até por que os idealistas e sonhadores comunistas e anarquistas acreditavam ou acreditam numa nova civilização, sem estado e organizado pela sociedade civil – sem resto algum. O “Comunismo” nunca foi implantado. É apenas fruto de um desejo teórico de marxistas e leninistas. A grande mídia oligarca-familiar e ditatorial, concentradora e excludente tem dessas contradições, defendendo o fim da história – cita com entusiasmo o economista japonês autor de livro nos anos 90 do século passado sobre este tema, invocando não só o fim da história mas também a pura e simples extinção de adjetivos ou eufemismos como direitistas, esquerdistas, capitalistas, fascistas, socialistas, comunistas ou anarquistas, insistindo que quem pensa dessa forma é antigo e ultrapassado, como erram propositadamente ao chamar países socialistas, como Cuba e Coréia do Norte, de países comunistas. Ou seja, não existe mais socialismo mas existe comunismo e estes países são ditaduras e estes sistemas precisam ser eliminados do planeta. Para a mídia a China de Partido Único é comunista e socialista, mas também é capitalista… Já a Venezuela é atacada por ser comandada por um populista aliado a uma esquerda que quer implantar um socialismo “chavista” – e, segundo a mídia, não existe mais esquerda ou direita…. E imperialismo não existe. Ué, na prática existe ou não existe? O conflito Sírio é apontado como guerra religiosa e de poder apenas, e assim por diante. É tremendamente contraditório. A propósito, não existe partido comunista marxista-leninista no Brasil. Não, não existe partido comunista em nosso solo há muito tempo – e nunca existiu, o que existiu era uma arremedo de PC com graves erros de avaliação sobre o nosso país… E o que existe é uma turba de “esquerdóides” metidos a besta…

Um dos equívocos históricos que é maciçamente divulgado é com relação ao preceito da “luta armada” como instrumento de tomada de poder pela chamada esquerda. A história é repleta de conflitos armados em países que mudaram de sistema de governo. Isso tudo mudou. Ninguém em sã consciência quer isso. A via é democrática e pacífica e o caminho é de luta – luta pela sobrevivência, pelo ganha pão, pelo direito ao trabalho e a dignidade em pleno país capitalista, e vemos com muito interesse o acordo realizado na Colômbia – onde a luta armada, aliada ao tráfico de drogas, está sendo substituída por estes conceitos. Este é o século XXI e não existe mais espaço para lutas sangrentas por tomada de poder. Mas, de vez em quando surge este dilema e essa preocupação. Sabemos o que a “indústria bélica” significa para o capitalismo. Os conflitos armados em diversos países alimentam este incrível mercado. No Brasil não é diferente – e vemos páginas noticiando a incrível distribuição de armas em conflitos como ocorre no Rio de Janeiro, onde o “mercado” de drogas é disputado para armazenamento, distribuição e venda. Vejam, vivemos num mundo em que a autodeterminação dos povos foi eliminada pelos exércitos dos países do G-7 ou G-8. E a discussão no momento é sobre a movimentação do capital no mundo capitalista das indústrias de armas e de drogas… A luta pelo combate ao crime e ao tráfico de armas e de drogas no planeta e internamente passa por democratizar e ampliar cada vez mais este debate. A movimentação financeira do mercado mundial ilegal de armas e de drogas favorece a quem, quais os países favorecidos pelo tráfico internacional que tem o Brasil como rota? E em nosso país quem são os que ganham fortunas com isso? Como separar o legal do ilegal no mundo capitalista? Por que existe hipocrisia nessa discussão meramente econômica e capitalista? Onde andará a transparência do setor financeiro nacional e internacional?

A Teoria Geral da Relatividade nos impõem uma nova visão: existe um traço ou um ponto que une liberais, libertários e comunistas. A visão de menos Estado ou nenhum Estado é o que os une. E é nesse traço ou nesse ponto que avançamos dialeticamente. Muitos dirão que também é contraditório, pois na teoria marxista-leninista “o capitalista” nunca permitirá uma passagem via socialismo. Os “anarquistas” já teorizavam que o “socialismo é a tênia do comunismo”. Para os “anarquistas” teóricos podemos sim, passar do capitalismo para o comunismo. E ser socialista é uma coisa e ser comunista é outra coisa… E, em ambos os casos, é uma questão de espírito. Esta é, atualmente, a grande questão!

Para que os jovens tenham noção, na teoria marxista-leninista o “Comunismo” só será atingido após passarmos pelo “Socialismo”. Essa era a visão de Karl Marx e de Vladmir Lenine. Da pré-história, tivemos o feudalismo, com 5 classes sociais distintas, e que foi sucedido pelo “Capitalismo”, com a visão quase messiânica de apenas duas classes sociais. Para que cheguemos ao “Comunismo”, um país sem a figura do Estado, teríamos que “estatizar” tudo. Teríamos o “Socialismo” como instrumento de dominação e de total controle do capital, restringindo a manipulação do mercado financeiro.

Estamos em pleno século 21 e nem toda teoria é, na prática, a mesma coisa. Vivemos tempos distintos e o Estado já não é mais capaz de ser a única salvação.

O materialismo dialético e histórico, por ser ciência, ainda é a melhor forma com conteúdo para entendermos e vermos o mundo como ele é…. E sem rancor e radicalismos ideológicos. E ser comunista é ser uma pessoa honesta que combate o bom combate. Não é o que a mídia capitalista ou a indústria capitalista do entretenimento tentam nos vender…

Quando aparecer alguém dizendo que o Brasil precisa de capitalismo você poderá dizer: de novo? Com 130 anos, este senhor ou está senhora já está bem crescidinho (a) e não vai mudar de opinião… E esse papo de capitalismo diferente não existe. Já ouvimos essa história centenas de vezes. Capitalismo é capitalismo. É excludente e concentrador de riquezas. Possui uma minoria rica e poderosa. É extremamente revolucionário, alterando radicalmente os meios de produção. E com um Estado, na economia, perdulário e também concentrador, que favorece, de fato, apenas essa minoria. Os bancos e o mercado financeiro que o digam…. Enfim, o Brasil é um país capitalista.

Atualmente cabe aos socialistas que chegam ao poder e governam estados e municípios minimizar o impacto negativo causado por um Estado Burguês e concentrador. Redistribuição de riquezas aos menos favorecidos com políticas voltadas para o social ainda é o debate. E este é um caminho que todos, que lutam por democracia, devem seguir. O combate é longo. O sistema é corrompido. A sociedade civil exige alteração do sistema eleitoral, do número de congressistas e redução de seus salários que são aviltantes para a grande maioria do povo. Alterar leis que favoreçam a grande maioria é muito complicado, ainda mais quando se exige a diminuição de uma elite e seu status quo formados pelo Estado. Existe o mercado financeiro que compra a tudo e a todos. Percebam que a recuperação da Petrobrás só foi possível, num primeiro momento, quando se restringiu a seguir as normas e regras da ditadura do mercado financeiro. A crítica foi mais do que generalizada, culminando com greve de caminhoneiros em todo o país e queda do seu diretor presidente. A especulação na Bolsa de Valores favoreceu muita gente que investiu em ações de empresas petrolíferas estrangeiras com a queda das ações da empresa nacional. O mercado financeiro é feroz e é o que mantém o capital vivo e fortalecido, impondo, inclusive, todas as políticas sociais e investimentos em todos os países em desenvolvimento e nos países ricos.

Mas que raio de democracia queremos e defendemos quando existem pessoas pedindo a volta de uma ditadura militar fascista em pleno capitalismo?

Não vivo num país socialista. Nasci em um país capitalista. Acredito até, que se tivesse nascido em um país “Socialista” já estaria criticando-o e lutando pela implantação do “Comunismo”. Mas também nunca vivi num país comunista – pois não existe país comunista. E por viver em um país capitalista tento, da melhor forma possível, contribuir para um mundo melhor. Respeitando, principalmente, a democracia como forma de atuação e combatendo a censura.

E o empreendedorismo é uma ferramenta importante para criar uma sociedade civil mais forte e independente.

Já que citamos a Lei Geral da Relatividade, Albert Einstein disse uma vez que “a imaginação é mais importante que o conhecimento”.

Não custa nada imaginar e quem sabe sonhar. Ou como poetizou John Lennon, “você pode dizer que sou um sonhador, mas não sou o único”…

O Brasil que quero para os jovens é dar a chance para que sonhem com um mundo melhor!

Bem, para você que optou ou por circunstâncias históricas ou por simples exclusão mora na rua, aprendi, vendo séries em “Streaming”, que Platão escreveu ou disse que as guerras só terminam para quem morre e que existe um mantra budista que afirma que só existem três coisas na vida que não conseguem ficar escondidas durante muito tempo: a lua, o sol e a verdade.

Quando conseguires olhar as estrelas, pense nisso!

Ora direis, ouvistes estrelas??? Existo, logo penso!

Isso até parece uma psicografia de um marxista-leninista brasileiro.

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11.06.2018

Il tempo mi avrebre dato ragione!

O meu nome é Clóvis Duduka da Silva Monteiro e eu iniciei uma árvore genealógica. Escrever um livro, plantar uma árvore e ter filhos, é isso?!

O site foi criado usando o MyHeritage, parceiro do  Family Search. Este é um excelente sistema que permite a qualquer um, como você e eu, criar um site privado para sua família, criar sua árvore genealógica e compartilhar fotos de família. Se você tem qualquer comentário ou feedback sobre este site, por favor, clique aqui para entrar em contato comigo. Aprendi, em italiano, que “il tempo mi avrebre dato ragione” (“O tempo me deu razão”). Li isso num livro, em italiano, do Diário de Che Guevara, que também dizia que “ha un albero che disturba la vista della foresta” (“Tem árvore que atrapalha a visão do bosque”) . Woody Allen escreveu –  com seu característico humor judaico, que a guerra da Revolução Bolchevique só terminou quando os russos descobriram que o Tsar e o Csar eram a mesma pessoa. Pelos escritos de Lenine, há um  esquerdismo doentio que antecede a última fase… Ou será mero acaso?!?

Bem, não é o caso da Família Monteiro.

Uma árvore genealógica é o caminho natural para se fazer um belo bosque. Se você se encontrar, por acaso, vinculado aos Monteiros, por favor, não se preocupe. Ao se realizar uma árvore genealógica juntamos os Silvas, Freitas, Capruchos, Menegaldos, Antoniazzis, Simões, Francos, Ferreiras, Modestos, Salvadores, Moreiras, Mattos, Carvalhos, Fassinas, Costas, Barreiras, Álvares e uma enormidade de sobrenomes de várias árvores familiares. Se você for adotado e tiver familiares por afinidade, tente reconstruir sua árvore genealógica sem rancores, colocando seus pais biológicos e familiares assim como seus pais que o adotaram. A complexidade pode ser maior, mas com efeito seus descendentes terão a possibilidade de conhecer ramos familiares por afinidade e/ou biológicos diversificados.

Uma Árvore Genealógica é isso mesmo: trás descobertas significativas, surpresas e até emoção. Entes queridos que já se foram, familiares que não conhecíamos, ramos de nossa árvore que não imaginávamos que existiam e assim por diante. Parentes ausentes ou distantes, que poderão se tornar mais próximos ou não. E novos vínculos são criados, com novos laços familiares. Emoção e racionalidade juntos. Entre em meu site e faça de seu vinculo o início de sua árvore genealógica. Você estará me ajudando a criar um lindo bosque com diversas árvores genealógicas com seus ramos de várias famílias – e que de certa forma, nos vinculamos a uma só família humana – sem sobrenomes. Teremos os Monteiros, os Silvas, os Simões, os Ferreiras, os Modestos, os Capruchos, Barreiras, Moreiras e assim por diante.

Aprendi, também, que “Todo Movimento Honesto produz e trás bons frutos“. A árvore que criei da Família Monteiro é isso. Transparente, responsável, verdadeira e familiar. Sejam bem vindos! A nossa árvore genealógica foi publicada! Há mais de 500 nomes no nosso site de família.

O site foi atualizado em 16 de mar de 2018, e ele tem atualmente 76 membro(s) registrado(s). Se pretender tornar-se membro também, por favor clique aqui.   Aproveite!

E.T.: Realizar uma árvore genealógica tem seus méritos científicos: para a medicina pode-se descobrir a origem de determinadas enfermidades ou alterações genéticas presumíveis… no campo da economia quem sabe uma herança bem vinda? No campo da história estórias… Mas prefiro optar pelo sintoma mais leve e menos complicado: fazer uma árvore genealógica nos estimula tanto, nos excita tanto, que dá vontade de beijar a boca daquela pessoa que te atraí tanto,  e com a língua arrancar uma gota de saliva da parede interna de suas bochechas…. dá pra fazer um belo de um exame de DNA…

Bem, plantei uma semente e vi nascer uma árvore genealógica no mundo digital. Agora, só me resta plantar um pé de canábis sativa…

Originalmente publicado em DDK Produções